Batman: Arkham Asylum

Batman com certeza é um dos heróis mais famosos de todos os tempos, principalmente quando levamos em conta sua extensa e memorável galeria de vilões, tão estranhos e carismáticos quanto o próprio homem-morcego. Era de se esperar que uma mitologia tão rica tivesse um jogo à altura, que valorizasse todos os detalhes dessa série, certo? Pois é, esse não é só um jogo do Batman. É o jogo definitivo do Batman.

A história é muito boa, escrita por Paul Dini, um dos criadores originais do Batman, que aliás, fez um ótimo trabalho, mas melou um pouco o final do jogo. O grande destaque, óbviamente, é o Coringa, que provavelmente conquistou mais fãs do que o próprio Batman. Em sua jornada para provar que o cavaleiro das trevas é tão louco quanto ele e provar que sua luta contra o crime é inútil, o coringa toma controle do Asilo Arkham, que guarda as mentes mais insanas (e perigosas) de Gotham, levando Batman a confrontar figuras históricas dos quadrinhos.

A jogabilidade ficou muito boa, logo nos primeiros confrontos você percebe claramente que Batman é  superior aos internos do asilo, tanto em força física quanto em equipamentos. O jogador tem a disposição gadgets tão incríveis quanto os já consagrados pelo personagem, como ganchos, batrangues, gel explosivo e uma visão raio-x, que é uma mão na roda na parte investigativa do jogo.

O jogo é um prato cheio para os fãs de HQs, contendo várias referências aos gibis e Graphic Novels do Batman. Talvez o que fez BAA ser tão legal foi o fato dele não ser baseado em nenhum filme. Todos sabem como jogos podem ficar mal feitos quando feitos no rastro cinematográfico, (Watchmen e G.I. Joe já são exemplos suficientes) principalmente por que são acabados às pressas para aproveitar o lançamento do filme. Felizmente, esse jogo está livre dessa maldição, mas não significa que não tenha defeitos.

Como já foi dito, a história ficou MUITO boa, fiel aos quadrinhos e respeitando a mitologia em torno do homem-morcego. Mas o final…. em um jogo dedicado principalmente aos fãs, era de se esperar algo melhor. Ficou muito legal, mas não é nada do clima que você vê na primeira parte do jogo, parece que foi feito para impresionar fanboys! Muitos podem achar que isso é bobagem, mas os que não são aficionados, nem são muito fãs do homem-morcego nem vão ligar.

A personalidade e as obsessões dos vilões são bem exploradas, como os vários encontros do Espantalho com Batman, revelando um pouco da personalidade e das fraquezas do herói. Os vários colecionáveis e enigmas presentes no jogo são apresentados por ninguém menos que o Charada, que resolve comprovar se o cavaleiro das trevas consegue resolver seus jogos enquanto tenta recuperar o asilo em colapso. Acho que o único outro defeito do jogo é a ausência de alguns vilões. Dá até pra sentir falta do Duas-Caras. Mas tudo bem. Aposto que ele e outros vilões já estão prontinhos pra inevitável seqüência.

P.S.: O Guinness book of Games criou uma categoria especial só pro jogo: “Jogo de Super-Herói com melhor aclamação da crítica”. Valia também criar “Melhor Jogo de Herói de Todos os Tempos”.

Distribuidor: Eidos Interactive
Gênero: Ação, Aventura
Plataformas: Xbox 360/PS3/PC
PEGI: 16+
ESRB: TEEN
Contém: Referência a álcool e cigarro, sangue, linguagem obscena, temas sugestivos, violência

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~ por Jean Carlos em dezembro 22, 2009.

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