Bayonetta

Bayonetta era o tipo de jogo que tinha tudo pra dar certo. Foi muito elogiado pelos críticos, com uma fórmula que já tinha dado certo, mas a alquimia acabou se perdendo no caminho. Criado pela mesma equipe de Devil May Cry 4, o jogo tem o característico humor de “personagem fodão que tira sarro de monstros gigantes”, mas que definitivamente não tem a mesma graça. As cenas de humor desse jogo conseguem no máximo um constrangimento geral de quem joga e de quem vê, e o pensamento “que jogo idiota!”

A história é o feijão com arroz: luta entre céu e inferno, mas com inovações: a personagem principal é uma bruxa, e ao contrário de Devil May Cry, seu alvo não são os demônios, mas sim os anjos. É uma perspectiva diferente, mas não inovadora. Some-se isso a uma guerra entre dois clãs de bruxas européias. Mas enfim, com o tempo, o gamer passa a ignorar a história e presta atenção em outras coisas…

Um dos maiores atrativos do jogo é justamente a protagonista. Sim, nós já sabíamos que o jogo teria algumas conotações sexuais, mas o resultado é muito maior do que esperávamos: A roupa dela, na verdade, é um sortudo demônio capaz de invocar várias criaturas para batalha: é comum ataques especiais desnudarem parcialmente a moça, além de, na finalização de chefes, ela fica totalmente sem roupa! Claro que, convenientemente, algumas partes são escondidas. Há outras referências, como os itens de cura e de mágica serem pirulitos a serem chupados para ter seu efeito ativado. Mas é preciso muito mais do que um par de peitos pra ganhar nota no gamezombie!

Os gráficos ficaram incríveis, mas foram desperdiçados nesse jogo. A jogabilidade ficou boa e intuitiva. Alias, dizem que no modo superfácil dá pra jogar com uma mão só! Quer adivinhar pra que se usa a outra? Mas o máximo que se pode esperar desse jogo, realmente, é rir do ridículo das cenas. Se você não gosta de pastelão, fique longe!

Aliás, a trilha sonora é extremamente desconexa: ao invés de musica pop e eletrônica, encaixaria melhor um metal. Ouvir mixagens femininas de Frank Sinatra é pedir pra sofrer!

Devil may Cry 5…(ops!) Bayonetta é o tipo de jogo que vai ficar pra sempre na memória! Afinal quem poderá esquecer uma pérola dessas? Vai por mim, o modo mais fácil de se encarar esse jogo é como uma piada que não deu certo, que lembraremos pra ridicularizar, mas que não vale a pena ser contada ou levada a sério.

PRÓS:

  • Protagonista… interessante
  • Gráficos legais e coloridos

CONTRAS:

  • História muito simples
  • Pouca coisa além de bater e humilhar inimigos
  • Falta de um senso de ridículo…

Gênero: Ação/Aventura/Japonês!
Distribuidor: SEGA
Plataformas: Xbox 360/PS3
PEGI: 18+
ESRB: MATURE
Contém: Violência intensa, Sangue e Mutilação, Linguagem Obscena, Nudez Parcial, Temas Sugestivos

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~ por Jean Carlos em janeiro 5, 2010.

Uma resposta to “Bayonetta”

  1. Falta de senso de ridiculo… ótemo! HAUHUAHuAHauh

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