Torchlight

Enquanto a Blizzard enxe as burras de dinheiro com World of Warcraft, a sequência de um de seus jogos mais famosos é deixada pra depois. Diablo 3 já foi adiado tantas vezes que a a única coisa que tenho esperado é que um dia ele saia.

Até lá o mercado está aberto para jogos que venham suprir as necessidades dos fãs do estilo “Action RPG”. É aí que entra Torchlight, uma agradável surpresa para os gamers que, como eu, passaram horas e horas (e horas e horas e horas) dos anos 90 com os amigos matando zumbis e skeletons em dugeons gigantescas.

Torchlight vem com a proposta de um jogo simples, que trás tudo que já tinhamos visto em outros jogos, mas tudo isso com melhorias e apresentado de uma maneira “refrescante”. O resultado é um jogo que cheira como Diablo, soa como Diablo, tem gostinho de Diablo, mas não… não é Diablo (se bem que vi gente chamando Torchlight de Diablo 2.5).

Toda essa sensação de “já joguei isso antes” vem principalmente da equipe envolvida no projeto. O jogo foi desenvolvido pela Runic Games, e o projeto é encabeçado pelos designers de Diablo 1 e 2.

Todos os elementos estão lá: dungeons gigantescas com monstros saindo de calabouços, trilhões de itens caindo no chão, as potions, as scrolls, as gemas, até o vendedor gamble.

O jogo começa com a escolha da classe. Infelizmente conta com apenas 3 classes:

  • Destroyer: guerreiro com ataque à curta distância mas que também pode usar algumas magias;
  • Vanquisher: guerreiro que usa armas de longa distância e que tem habilidades semelhantes à um thief;
  • Alchemist: Mistura de wizard, monk e sumonner;

Após escolher sua classe, é hora de escolher seu Pet. Há 2 opções: um cão e um gato (que mais parece uma lince). O pet é de extrema importância durante o jogo e foi uma ótima idéia da Runic. Além de ajudar na batalha, o animal possui um inventário do mesmo tamanho que o seu, podendo assim guardar mais itens. Além disso é possível despachar o pet para a cidade para que ele venda os itens que estão no inventário do mesmo, evitando assim que você precise teleportar para a cidade. É possível também equipá-lo com itens, além de magias e skills.

Em certos pontos do cenário é possível encontrar alguns lugares para pesca. Ao fisgar um peixe, é possível dá-lo ao pet transformando-o assim em monstros com habilidades, pontos fracos e pontos fortes variáveis.

Após a escolha do personagem e do pet você é situado na única cidade do jogo: Torchlight, uma cidade voltada à mineração. No mundo do jogo há um material de grande poder chamado Ember. A cidade de Torchlight possui grande quantidade desse material, o que atraiu muitas pessoas para a cidade. Porém no decorrer do jogo descobre-se que o material causa a corrupção daquele que o deseja.

É uma história simples e nada original, mas que não faz muita diferença nesse jogo.

Os cenários mesclam os clássicos elementos de fantasia mediaval com uma temática steampunk.

O jogo se passa totalmente em dungeons. Dungeons clássicas… gigantescas. Devido a isto, várias vezes o game se torna repetitivo.

A jogabilidade é básica, simples e fácil de aprender. Quem já jogou Diablo ou outro action-RPG não vai precisar aprender nada. Quem é iniciante vai facilmente se adaptar ao modelo.

O áudio é fantástico. O mesmo músico que trabalhou em Diablo 2 desenvolveu a trilha de Torchlight, o que reforça a sensação de nostalgia.

Os gráficos seguem um modelo semelhante ao outro grande sucesso da Blizzard, Warcraft. São modelos no estilo cartoon muito bem feitos e que deixam o visual do jogo com um estilo único. O gráfico cartoon também ajudou na questão de performance: O jogo roda em praticamente qualquer computador.

Talvez a única grande falha de Torchlight seja a falta total de um modo multiplayer. É sempre mais legal matar goblins com um amigo!

Apesar da falta do multiplayer, o fator re-play é relativamente alto. Finalizei o jogo com um Alchemist em aproximadamente 10 horas e logo depois já quis ir jogar com as outras classes e ver o estrago que elas faziam.

Talvez a melhor definição de Torchlight seja “é como Diablo”. Porém, apesar de nada inovador, o jogo trouxe um respiro ao estilo que tem sido bombardeado com vários jogos de baixa qualidade. Além do mais o jogo pode ser adquirido por cerca de U$9,00. Um preço bem baixo por várias horas de diversão!

Prós:

  • Técnicamente perfeito;
  • Gráficos e jogabilidade impecáveis;
  • Grandes inovações num estilo já classico, como: Pet, sistema de múltipla escolha em caso de ressurreição, encantador de itens, etc…

Contras:

  • Total falta de um modo multiplayer;
  • Combate torna-se repetitivo em certos momentos;
  • Apenas 3 classes e apenas 1 cidade.

Gênero: Action-RPG/Hack and Slash/É que nem Diablo
Distribuidor: Perfect World Entertainment
Plataformas: PC/MAC
ESRB: TEEN
Contém: Sangue, Violência

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~ por Fabio Alves em janeiro 6, 2010.

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