Darksiders

Darksiders não tem nada de novo. Quase tudo que já vimos em jogos até hoje está lá: história manjada, asas planadoras, correntes, fase de corrida, chefes gigantes, até a tecnologia de portais presente em Portal (que faz parte da Orange Box, a caixa da Valve que estamos avaliando em capítulos). Absolutamente tudo está lá, mas isso o faz ruim? Pelo contrário, Darksiders é um ótimo jogo, no estilo “copiei sim! e ficou bom, não é?”.

A história é um clichezão: Luta do céu contra o inferno. Desta vez, o personagem principal não defende nenhum dos lados, pois é o justiceiro de um poder maior, o “Conselho”, que equilibra as forças do universo. Depois de um mal entendido, um dos quatro Cavaleiro do Apocalipse, Guerra, é acusado de trair o conselho, e para defender sua honra, sai para se vingar dos responsáveis. Na aventura você tem a companhia de um monstrinho chamado Seeker, que te serve de orientador, e aliás é dublado pelo Mark Hamill, nosso eterno Luke Skywalker, que já tinha feito um ótimo trabalho como Coringa do Batman Arkham Asylum.

O design ficou legal, inclusive é  trabalho brazuca! O designer do jogo é o Joe Mad, conhecido e respeitado lá fora como um dos mais conceituados desenhistas nossos. Os gráficos ficaram legais, bem despretensiosos quanto a realismo. Os personagens ficaram bem grandões, embrutecidos como em Gears of War, e as vezes podem até ser confundidos com desenhos infantis em certos cenários muito coloridos. Mas o jogo não é pra crianças, definitivamente.

O áudio ficou ótimo, em alguns momentos dá até para ouvir o bater de espadas nas batalhas, bem como a trilha sonora, com seus cantos gregorianos e orquestras. Bem, a trilha é ótima mas não é nada que já tenhamos visto, mesmo assim, isso não tira seu mérito.

A gameplay está bem decente, o personagem tem vários golpes destraváveis, comprados de um mercador muito duvidoso, mas depois de algum tempo, você se esquece de fazer combos e quer saber mesmo é de esmagar botões! O jogo tem um sistema de “finalização” nos inimigos, mas não tem presença de minigames! Você deve simplesmente enfraquecer os inimigos, agarra-los e apreciar a cena. É uma decepção para quem gosta de Quick Time Events (como eu!), são raros os momentos em que o jogo oferece muito desafio nesse quesito.

Enfim, Darksiders é tudo que já  vimos, mas é muito bom ver tudo junto de novo! Pode decepcionar em alguns momentos, mas é muito bom ver velhas idéias com um novo polimento. Darksiders é o jogo que não quer revolucionar, mas sim trazer um pouco de diversão. Aliás, ele cumpre bem seu papel. Vamos ver se a série continua assim, afinal, são QUATRO Cavaleiros do Apocalipse, não é?

PRÓS:

  • Vários poderes e armas para se divertir
  • O Apocalipse com uma nova visão
  • Os clichês bem (re)aproveitados

CONTRAS:

  • Pouquíssimos Quick Time Events
  • Deveria ser mais longo
  • Muitos colecionáveis e itens

Gênero: Ação/ Plataforma/ Aventura/ hack-and-slash/ Esmagar botões/ Céu vs. Inferno
Distribuidor: THQ Inc.
Plataformas: Xbox 360/PS3
PEGI: 18+
ESRB: MATURE
Contém: Violência intensa, Sangue e Mutilação, Temas Sugestivos

Notas:

  • GRÁFICOS: 8,0
  • GAMEPLAY: 7,5
  • AUDIO: 7,5
  • DIVERSÃO: 8,0
  • HISTÓRIA: 7,5
  • GERAL: 7,7

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~ por Jean Carlos em janeiro 15, 2010.

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