The Saboteur

Finalmente, tive a oportunidade de jogar The Saboteur, um dos jogos mais aguardados (e hypados!) de 2009. Eu sempre fui contra o hype, mas mesmo assim fiquei muito ansioso para jogar The Saboteur, pois juntava duas coisas que aprecio muito: stealth e 2ª Guerra Mundial. Grande foi o desapontamento quando comecei a jogar.

A história até que é interressante: Sean, um piloto irlandês, tem familiares mortos pelos nazistas, tenta esquecer tudo, mas acaba envolvido quando um membro da recém criada resistência francesa o recruta em um bar. O jogo tem uma atmosfera de conspiração que é muito boa, e alguns pontos são interessantes, mas acaba se perdendo por causa de uma série de defeitos que não passam despercebidos.

Um deles com certeza é a jogabilidade: é quase idêntica aquela vista em GTA San Andreas: o mesmo modo do personagem correr, pular e bater. O modo como o personagem interage com o ambiente e com os outros personagens é increvelmente tosco: bugs a todo momento, caixas quebradas de maneira tosca, personagens que parecem não sentir os golpes, e quando sentem, é de maneira muito falsa… em resumo, a parte física ficou horrível.

A câmera não ajuda muito, e os comandos ficam confusos as vezes. Os cenários ficaram incríveis, principalmente nas fazendas logo no começo do jogo, mas isso acaba não redimindo várias falhas, como a falta de sincronia entre as falas e a boca dos personagens. A idéia do jogo de cores na cidade, inspirada em Sin City, poderia ter sido mais bem aproveitada, e não serve de consolo para quem esperava uma arte apurada.

O áudio foi bem acabado, mas as vezes não tem bom sincronismo com o que acontece, a trilha sonora combina com os momentos apresentados, chega até a fazer você esquecer os defeitos do jogo (as vezes!), mas não é nada que vai marcar época.

A parte stealth do jogo, que atraía tanto nas prévias, foi muito negligenciada. É difícil se decepcionar tanto com um jogo, principalmente quando você vê que ele tinha tudo pra dar certo: ótima idéias (muito usadas, mas mesmo assim interressantes) cenário bem aproveitável e pano de fundo histórico. É uma pena que tudo tenha acabado assim, pois esse jogo poderia ser épico. Infelizmente não acho que ainda haja gás para uma seqüência que poderia redimir The Saboteur.

PRÓS:

  • Cenário detalhado
  • Trilha sonora decente
  • Um ponto de vista diferente (mas nem tanto) sobre a 2ª Guerra Mundial

CONTRAS:

  • Jogabilidade desengonçada
  • Acabamento gráfico defeituoso
  • Subir em prédios ficou parecendo o primo pobre de Assassin’s Creed!

Gênero: Ação/ Sandbox / Aventura/ Stealth / 2ª Guerra Mundial
Distribuidor: Eletronic Arts
Plataformas: Xbox 360/PS3/PC
PEGI: 18+
ESRB: MATURE
Contém: Violência intensa, Sangue, Nudez, Temas sexuais, Linguagem obscena

Notas:

  • GRÁFICOS: 5,5
  • GAMEPLAY: 5,5
  • AUDIO: 7,0
  • DIVERSÃO: 4.5
  • HISTÓRIA: 7,5
  • GERAL: 6,0
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~ por Jean Carlos em janeiro 16, 2010.

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